Saúde Vascular
Patologias

 

Aneurisma da Aorta Abdominal (AAA)

Os aneurismas podem acometer todas as artérias do corpo, porém o de aorta abdominal é um dos mais comuns.
O aneurisma da aorta é o aumento localizado (no abdome) do diâmetro do vaso (50% acima do normal). A aorta é uma artéria muito importante, pois leva o sangue para o corpo todo através de seus ramos. O aneurisma da aorta abdominal ocorre com maior frequência em adultos acima dos 65 anos de idade. Na maioria dos casos, sem sintomas.

A rotura do aneurisma, que ocorre em função do aumento excessivo de seu diâmetro, é uma grave complicação da doença, pois provoca hemorragia no interior do abdome e dor local ou nas costas.
Fatores que também contribuem para este evento é a presença da hipertensão arterial (pressão alta) e do tabagismo (provocando a doença pulmonar obstrutiva crônica).
Por ser um problema silencioso, o diagnóstico muitas vezes acontece acidentalmente, durante a realização de um exame por imagem para investigar outro problema, ou por rotina de outra especialidade (doença da próstata, do útero e ovários, dos rins, em doenças abdominais).

Como tratar

Após o diagnóstico, é fundamental monitorar o crescimento do aneurisma. Com diâmetros menores (até 4cm), é feito o acompanhamento clínico. Aneurismas com diâmetros devem ser periodicamente avaliados para determinar quando devem ser tratados. O tratamento consiste na sua retirada por meio de um procedimento cirúrgico (operação aberta ou endovascular). Por ser um procedimento cirúrgico, sempre há risco de complicações (pneumonia, hemorragia digestiva, infarto do miocárdio, embolia pulmonar, infecção urinária, entre outras).

 

 

Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP)

Ocorre devido a uma obstrução ou estreitamento (estenose) das artérias, que são vasos sanguíneos responsáveis por levar o sangue do coração para todo o corpo. Essa obstrução, que é mais frequentemente diagnosticada nos membros inferiores, causa redução no fluxo sanguíneo, o que pode lesar nervos, músculos e outros tecidos a médio e longo prazo. Na maioria dos casos, inicialmente os pacientes não apresentam sintomas. Isso pode dificultar o diagnóstico precoce. A causa mais comum da DAOP (que é mais frequente em homens do que em mulheres) é a aterosclerose (acúmulo de placas formadas por lipídios (gordura), proteínas, cálcio e células de inflamação na parede dos vasos sanguíneos).

Dificuldade para caminhar (dor no pé, panturrilha e eventualmente na coxa e nádega) do membro acometido, e que cessa depois de alguns minutos de repouso (claudicação intermitente), é o sintoma mais relatado. Com o avanço da doença, podem surgir impotência sexual (disfunção erétil), dor nas pernas (mesmo em repouso), pernas frias, formigamentos e eventualmente aparecimento de feridas ou gangrena nos pés pela condição de extrema falta de circulação.

O risco de desenvolver DAOP está relacionado ao colesterol elevado, diabetes, doença cardíaca (doença arterial coronariana), pressão arterial alta (hipertensão arterial sistêmica), doença renal que envolve hemodiálise, doença cerebrovascular (acidente vascular cerebral ou derrame). Histórico familiar, tabagismo, sedentarismo, obesidade e idade avançada também são considerados fatores de risco.A doença pode ter agravamento rápido, com dor súbita e intensa, associada à redução da temperatura da perna, formigamentos e dificuldades de movimentação. Esse quadro é chamado de obstrução arterial aguda e deve ser tratado imediatamente, para afastar o risco de uma amputação.

Como tratar

O cirurgião vascular é o especialista capacitado para realizar o diagnóstico e propor o tratamento. Ele solicitará um EcoDoppler, para avaliar a passagem do sangue. É um exame não invasivo, que não utiliza radiação e não provoca dor. Na maioria dos casos, o paciente recebe orientações quanto à mudança de hábitos de vida como: prática de atividades físicas, abandono do cigarro, alimentação, controle adequado da pressão arterial e, se for o caso, controle rigoroso do diabetes.
Casos graves podem exigir intervenção cirúrgica (desobstrução dos vasos, revascularização com uso de pontes ou retirada cirúrgica das placas para liberar o fluxo sanguíneo). Casos ainda mais graves (gangrena extensa), podem requerer amputação das extremidades

 

 

Doença das artérias carótidas

A doença carotídea pode passar desapercebida por vários anos, e o seu primeiro sintoma pode ser um AVC (acidente vascular cerebral ou derrame), que ocorre quando uma placa de gordura instalada na artéria carótida (vaso sanguíneo situado no pescoço e que leva sangue ao cérebro) se rompe, lançando fragmentos na direção dos vasos cerebrais. Esses fragmentos obstruem uma ou mais artérias do cérebro que, sem receber sangue, sofre a morte de parte de suas células. Essa ocorrência é chamada de acidente vascular cerebral (AVC, também conhecido pelo termo leigo “derrame”). Um AVC provoca uma súbita perda (por um período somente ou permanentemente) dos movimentos em um lado do corpo (braço e/ou perna), e/ou alterações da fala ou desorientação, podendo ser fatal.

O diagnóstico começa com a análise do histórico do paciente, seu exame físico e análise dos seus fatores de risco. A confirmação é obtida com um EcoDoppler, por meio do qual o médico pode ver o estreitamento das artérias e medir a velocidade com que o sangue passa em seu interior. Outros exames são usados para confirmar definitivamente a doença, e que também ajudam no planejamento do tratamento, como a tomografia e a ressonância magnética.
Para evitar a doença carotídea, é preciso evitar a vida sedentária e a obesidade, fazer exercícios regulares, fazer “check-ups” periódicos, controlar a pressão arterial e o diabetes quando presentes e não fumar.

Como tratar

O tratamento começa pelo controle da pressão arterial, do diabetes, do colesterol alto e pelo abandono do cigarro. O médico pode optar pela prescrição de medicamentos antiagregantes plaquetários como o ácido acetil salicílico (AAS, Aspirina). Nos casos onde o estreitamento é muito grave, o mesmo precisa ser corrigido por meio de cirurgia convencional ou por uma angioplastia (cirurgia por dentro do vaso colocando-se um stent). A decisão sobre qual tratamento deve ser adotado dependerá da avaliação de suas vantagens e desvantagens, e deve ser estabelecida pelo cirurgião vascular em conjunto com o paciente.

 

 

Varizes dos membros inferiores e Insuficiência venosa crônica

A varizes afetam as pernas de uma parcela significativa da população. Além do aspecto estético, se não forem tratadas elas podem comprometer a região afetada de forma irreversível, causando o escurecimento, ressecamento e descamação da pele, além de dor, queimação e inchaço que fazem parte dos sintomas da doença. Nos quadros mais graves, pode ocorrer o surgimento de feridas nas pernas de difícil cicatrização. A varizes podem evoluir para uma doença mais grave e complexa: a Insuficiência Venosa Crônica (IVC).

Um histórico familiar de avós, pais e irmãos com varizes, representa um risco maior de apresentar o problema. O excesso de peso também propicia o aparecimento da dilatação venosa nas pernas e pés. Estudos também indicam que a falta de exercícios piora a circulação nos membros inferiores, o que aumenta a chance de desenvolver problemas venosos.
Mulheres apresentam maior exposição a alguns fatores de risco (como múltiplas gestações, uso de anticoncepcionais), por isso têm maior chance de desenvolver varizes.
Entre outros fatores associados ao desenvolvimento de varizes, temos as longas jornadas de trabalho de pé, a idade avançada (embora seja possível encontrar jovens com predisposição genética apresentando o problema), sedentarismo, entre outros.

Como tratar

O primeiro passo é o diagnóstico e a confirmação da extensão do problema, o que é feito atualmente por meio de um exame, o EcoDoppler do sistema venoso dos membros inferiores (um exame indolor, que não usa contraste ou radiação). Em casos mais complexos, podem ser necessários outros exames.
O tratamento das varizes dependerá do tipo de veia, da localização e extensão do problema e da condição clínica do paciente. O uso de meias elásticas e/ou de medicamentos podem ajudar a aliviar os sintomas (dor, inchaço, coceira e peso nas pernas), mas não curam os problemas existentes nas veias, e devem ser prescritos por um cirurgião vascular, que também poderá avaliar o caso e propor o tratamento por  escleroterapia (química, com uso de espuma densa ou laser) ou a cirurgia. Hoje é comum a prescrição de tratamento combinando várias modalidades com objetivo de se obter melhores resultados estéticos e, também, o alívio dos sintomas.

O tratamento apresenta, na maior parte das vezes, resultados bastante satisfatórios. Alguns fatores como extensão e tempo de evolução das varizes, expectativa do paciente, habilidade e experiência da equipe médica e cicatrização do doente podem influenciar no resultado. Como qualquer outro procedimento médico, o tratamento de varizes apresentas riscos. Para alcançar bons resultados e evitar problemas, importante fazer o tratamento com um angiologista ou cirurgião vascular.
A formação de varizes acontece continuamente. Como tem forte componente hereditário e está associada a fatores de risco modificáveis, como o sedentarismo e a obesidade, é importante que se faça uma avaliação periódica e que o tratamento seja realizado o mais precoce possível, para evitar complicações e também para se obter um melhor resultado estético.

 

 

Trombose venosa

É a formação de um coágulo no interior de uma veia. A trombose pode ser chamada de superficial, quando o coágulo está em uma veia próxima à pele ou profunda, quando a veia afetada está no meio dos músculos das pernas ou no abdome. A maior incidência de Trombose Venosa Profunda (TVP) se dá nas pernas.
A trombose está associada a fatores como a presença de lesão na parede interna da veia, dificuldade do sangue circular e, o aumento da viscosidade sanguínea (sangue mais grosso), e o surgimento dessas alterações está associada à idade (aumento significativo da ocorrência em pessoas com mais de 40 anos); Imobilidade ou mobilidade reduzida (seja por situações pós-cirúrgicas como o uso de talas, seja por uma condição clínica por longo período como um paciente acamado); história prévia de trombose venosa profunda (ou histórico familiar de trombose); obesidade; lesão na medula, traumatismos graves; uso de hormônios e gravidez:; condições pós-cirúrgicas e algumas condições clínicas (como infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca congestiva, doença pulmonar obstrutiva crônica, pneumonia, acidente vascular cerebral, internações em unidade de terapia intensiva).

Viagens prolongadas também são associadas à trombose, principalmente quando há a presença de outros fatores de risco, uso de hormônios (anticoncepcionais ou reposição hormonal), câncer, imobilidade e cirurgia recente, entre outros. Este risco não está somente relacionado às viagens de avião, podendo ocorrer também quando há imobilidade prolongada em uma viagem de carro, ônibus ou trem.

A prevenção da trombose pode ser realizada em alguns casos quando o paciente está exposto a fatores de risco, como em internações, com o trabalho de terapeutas e o uso de meias elásticas ou dispositivos de compressão para pacientes acamados, além de medicações específicas.

Como tratar

A maioria das tromboses venosas é assintomática em sua fase inicial. Assim, muitas vezes o primeiro sinal da trombose venosa é a embolia pulmonar, que ocorre quando um trombo se desprende e segue pela circulação sanguínea até o pulmão, provocando falta de ar e até a morte. Alguns pacientes relatam inchaço, dor no músculo, musculatura endurecida, diferença de volume de uma perna em relação à outra, pé um pouco arroxeado e, às vezes, perna mais quente. A confirmação do diagnóstico é feita por meio do ultrassom vascular. Outros exames, como tomografia computadorizada, ressonância nuclear magnética e dosagem do Dímero D podem ser também solicitados.
O tratamento da trombose tem como principais objetivos controlar a extensão da doença e evitar possíveis recorrências, além da embolia pulmonar. Seu médico escolherá o tipo de tratamento em função da intensidade da dor e da localização e extensão do trombo. A escolha por um tratamento medicamentoso ou endovascular, será proposta pelo cirurgião vascular, após analisar seu caso.

 

 

Úlceras Venosas

É uma ferida de difícil cicatrização, que normalmente surge perto do tornozelo devido a uma má circulação sanguínea do local. É mais frequente em idosos que já tenham o retorno venoso comprometido (o acúmulo de sangue venoso nas pernas, prejudica a cicatrização das feridas, porque esse sangue possui menos oxigênio). Inchaços (retenção de líquidos nas pernas) também tornam a pele local mais sensível e menos resistente.

Outros fatores relacionados ao desenvolvimento de úlceras venosas são a existência de feridas nas pernas (ou histórico de feridas), varizes, osteoartrite, obesidade e uso excessivo de cigarros. Estar acamado também aumenta o risco de úlceras.
O paciente com úlcera venosa se queixa de coceira, inchaço, queimação e dor na região acometida. Também é possível notar alteração no tom de pele (descolorado em torno da ferida), pele seca ou com erupção cutânea, e liberação de um líquido com mau cheiro da ferida.
Se a ferida infeccionar, a dor pode piorar e o paciente pode apresentar febre e liberação de pus pela ferida.
Para prevenir a formação de úlceras venosas, é importante deixar de fumar, perder peso, controlar a pressão alta e diabetes, reduzir o sal na dieta, praticar exercício físico com regularidade, usar meias de compressão e manter as pernas elevadas sempre que possível.

Como tratar

O tratamento consiste na limpeza da ferida. No procedimento, o líquido liberado e o tecido morto são removidos e um curativo é aplicado. Para casos mais graves, o cirurgião vascular pode recomendar que seja feita uma cirurgia, com objetivo de melhorar a circulação nas pernas. Durante o tratamento, também é importante colocar as pernas acima do nível do coração por meia hora, 3 a 4 vezes ao dia.

 

 

Pé Diabético

A insulina é um hormônio que regula a glicemia (taxa de açúcar no sangue). Ela é produzida pelo pâncreas. Quando essa produção é insuficiente, ou o organismo não utiliza a insulina de forma adequada, temos o Diabetes Mellitus, uma doença crônica capaz de afetar diversas partes do corpo humano, como olhos, rins e membros inferiores.
As alterações e complicações nos pés de pacientes com diabetes (como calos, rachaduras, espessamento das unhas, micoses, deformidades ósseas, dormência, feridas de difícil cicatrização, infecções e, nos casos graves, até a gangrena) são conhecidas como “pé diabético”. Elas resultam das alterações neurovasculares, que causam formigamentos, câimbras, diminuição da sensibilidade, ou diminuições da pulsação arterial e da temperatura (ou ainda, palidez nos pés), e podem causar incapacidade física (até mesmo amputações).

Para prevenir o pé diabético, é importante que o paciente cuide diariamente de suas unhas e da pele dos pés, lavando-os com sabonetes suaves, enxugando cuidadosamente entre os dedos com toalhas macias, hidratando-os após os banhos, aparando as unhas retas (ou lixando-as) sem retirar as cutículas e inspecionando-os diariamente, a procura de ferimentos, micoses e lesões, que precisam de cuidados imediatos. Calos ou rachadura devem ser sempre tratados.
Diabéticos precisam escolher seus calçados com bastante cuidado, pois devem proteger, serem macios e confortáveis (preferencialmente fechados). Andar descalço ou com sandálias representa risco de ferimento.

Como tratar

Todo diabético deve fazer acompanhamento com um Cirurgião Vascular. Ele solicitará periodicamente um exame de imagem (ultrassom com Doppler, angiotomografia, angiorressonancia), para avaliar as condições das artérias das pernas e pés.

O paciente diabético precisa de alguns cuidados diários com os pés. Nessa doença a sensibilidade dos pés está reduzida, tornando mais difícil a identificação das lesões. O paciente demora a perceber que está com uma ferida no pé, tornando mais fácil o surgimento de infecções.

1 – Inspecione os pés todos os dias, pela manhã e/ou à noite. Torne isso uma rotina em sua vida, como o ato de escovar os dentes. Quando identificamos as feridas em uma fase inicial, fica bem mais fácil de tratar.

2 – Enxugue sempre entre os dedos quando for secar os pés. O excesso de umidade pode causar “frieiras”. O talco antisséptico pode ser usado.

3 – Evite o ressecamento da pele, hidratando as pernas e pés sempre com creme hidratante. As “rachaduras” são porta de entrada para as bactérias.

4 – O excesso de peso pode piorar as leões nos pés e facilitar o aparecimento de calosidades (calos) que podem evoluir para feridas.

5 – Nunca corte as unhas dos pés aprofundando nos “cantinhos”, pois ali elas “encravam” e formam feridas.

6 – Não use sapatos apertados, velhos demais ou sem meias. Prefira os calçados de boa qualidade. Evite usá-los por muitas horas seguidas. Sempre verifique dentro dos calçados se existem “pedrinhas” ou qualquer outro tipo de objeto, pois como a sensibilidade dos seus pés é diminuída, pode ser que você só perceba quando já tiver feito uma ferida.

7 – Não ande descalço. Use sandálias acolchoadas. Evite chinelos “de dedo”(que possuem tiras entre os dedos do pé), pois as tiras podem lhe causar feridas.

8 – Mantenha sempre a glicemia (glicose) controlada, pois as infecções graves tendem a aparecer em pacientes com a diabetes descompensada.

9 – Procure o seu médico SEMPRE que aparecerem novas lesões nos pés (mesmo que seja só “vermelhidão”), pois há uma chance significativa delas se agravarem rapidamente.

10 – Se você já foi submetido a amputações menores no membro inferior, como amputação dos dedos do pé, o ideal é usar uma palmilha feita sob medida, pois após a amputação a distribuição do peso na região plantar muda e pode facilitar o aparecimento de novas leões ou fraturas. A palmilha redistribui o peso na região plantar.

11 – Palmilhas também são úteis para os pacientes que possuem deformidades nos pés e/ou feridas, facilitando a cicatrização.

12 – No pé diabético, a prevenção é o mais importante!

 

Uso de meias elásticas

A utilização da terapia compressiva é muito importante no tratamento e prevenção das doenças venosas e linfáticas. Ela tem como objetivo:

  • Reduzir os mediadores inflamatórios
  • Promover a drenagem dos metabólitos
  • Aumentar o retorno venoso
  • Diminuir o edema (inchaço), favorecendo o transporte de oxigênio à pele e ao tecido subcutâneo (tecido abaixo da pele), e também acelerando a cicatrização das úlceras venosas.

A terapia compressiva pode ser realizada através do uso de meias de compressão ou bandagens (ataduras) de compressão, elásticas e/ou inelásticas, que vão criar um gradiente de pressão, facilitando o retorno venoso.

O tratamento é bem-sucedido quando há alívio dos sintomas, como diminuição da dor (geralmente referida como “sensação de peso nas pernas” principalmente no fim do dia), redução do edema (inchaço), tratamento da lipodermatoesclerose (alterações da pele e tecido subcutâneo), cicatrização das úlceras e prevenção da recorrência.

Na doença venosa não muito avançada, o tratamento pode ser feito somente com o uso da meia elástica, sem depender de medicamento na maioria dos casos. Antes da prescrição da meia, o paciente sempre deve ser avaliado por um médico, para se descartar algumas patologias como a doença arterial periférica (ITB< 0,9), insuficiência cardíaca descompensada, vasculites, dermatite em fase aguda e pele friável ou delicada (pelo risco de úlceras de pressão), situações nas quais seria contra indicado este tratamento.

Quando usada corretamente, a meia elástica é de extrema importância e muito bem aceita pelo paciente. No entanto, o uso de forma adequada desse mecanismo nem sempre é possível pela falta de orientação fornecida pelo médico.

O uso inadequado da meia pode levar à piora do edema (inchaço), da dor e das varizes, assim como a formação de novas úlceras. A seguir você encontrará algumas informações úteis para o uso correto da terapia compressiva.

1

Ao comprar a meia, verifique no verso da caixa como a marca escolhida apresenta os tamanhos. Elas podem considerar o peso e o tamanho do calçado e/ou as circunferências da panturrilha (na maior circunferência), do tornozelo (na altura dos “ossinhos”- maléolos), do joelho (na parte mais estreita) e da coxa (4 cm abaixo da prega da virilha). Nos últimos casos, deve-se medir com fita métrica que, geralmente, está disponível na loja de produtos hospitalares.

2

Não compre a meia sem verificar o seu tamanho correto, pois meias muito maiores ou muito menores que seu número comprometem o resultado esperado com o tratamento.

3

Independentemente da marca da meia de compressão escolhida, o intervalo de compressão deve ser aquele determinado pelo médico na receita (15 a 20mmHg, 20 a 30mmHg, 30 a 40mmHg, etc), uma vez que algumas marcas têm nomenclaturas fora do padrão. Dessa forma, o que importa é o valor da faixa de compressão e não o nome dado à meia (Ex: média compressão, alta compressão, etc).

4

A meia NUNCA deve ser dobrada, enrolada ou apresentar “rugas”, pois, dessa forma, tem o efeito inverso do seu objetivo (atua como um garrote e piora a dor, o inchaço e as varizes).

5

Não colocar a meia “esticando” ao máximo como meia-calça comum, pois ela tende a voltar à posição inicial, podendo causar dobras e “rugas” ou enrolar-se.

6

A meia de compressão é fabricada de tal forma que a compressão não é a mesma em todos os pontos da peça e, por isso, NUNCA deve ser cortada!

7

A meia deve ser distribuída (“espalhada”) uniformemente pela perna e, se sobrar um pouco, deve ser SEMPRE para os dedos dos pés e NUNCA para cima, para evitar dobras, “rugas”,… Se estiver sobrando demais, provavelmente a meia está muito grande para a sua perna.

8

As meias de “coxa inteira” devem acabar a 4 cm (“dois dedos”) abaixo da virilha.

9

As meias-calças inteiras devem ser posicionadas até a linha da cintura.

10

As meias ¾ devem acabar a pelo menos 2 a 5 cm (“dois dedos”) abaixo da prega poplítea (“dobra” do joelho), para não enrolar ao dobrarmos a perna.

11

As meias 7/8 devem acabar no terço médio da coxa (“meio” da coxa). Se puxarmos demais, ela pode se enrolar mais facilmente.

12

A meia pode ser com ponta (ponteira) ou sem, de acordo com a opção do paciente.

13

Para facilitar a forma de calçar a meia utilize os calçadores que vem com algumas marcas ou a “dica” de colocar primeiro toda a meia até passar do calcanhar e somente depois desenrolá-la com as duas mãos (com os polegares por dentro da meia) e distribuí-la uniformemente.

14

A meia de compressão deve ser colocada pela manhã, pois a perna está menos edemaciada (inchada) e as veias menos túrgidas (cheias). Se não for colocada após acordar, devemos permanecer com os membros inferiores elevados (“pernas para cima”) por 10 a 30 min antes de colocá-la. Colocar a meia com as pernas inchadas, pode piorar o edema, principalmente nos dedos dos pés, causando dor e incômodo.

15

Excetuando pacientes com doença em estágio avançado e quando indicado pelo médico, a meia de compressão não deve ser usada para dormir.

16

Não usar tornozeleiras junto com a meia (por dentro ou por fora)

17

Deve-se evitar o uso de meias comuns por fora das meias de compressão e NUNCA colocadas por dentro dela, para não fazer “garrote”no local.

18

As meias de compressão para uso diário tem uma vida útil (“prazo de validade”) pré-determinado, o que varia de acordo com a marca escolhida e a frequência com que é usada. Se a meia parece mais “frouxa” do que quando você a comprou, provavelmente está na hora de trocá-la.

19

Para manter a higiene e a conservação das meias, deve-se atentar para as orientações na embalagem.

1

Ao comprar a meia, verifique no verso da caixa como a marca escolhida apresenta os tamanhos. Elas podem considerar o peso e o tamanho do calçado e/ou as circunferências da panturrilha (na maior circunferência), do tornozelo (na altura dos “ossinhos”- maléolos), do joelho (na parte mais estreita) e da coxa (4 cm abaixo da prega da virilha). Nos últimos casos, deve-se medir com fita métrica que, geralmente, está disponível na loja de produtos hospitalares.

2

Não compre a meia sem verificar o seu tamanho correto, pois meias muito maiores ou muito menores que seu número comprometem o resultado esperado com o tratamento.

3

Independentemente da marca da meia de compressão escolhida, o intervalo de compressão deve ser aquele determinado pelo médico na receita (15 a 20mmHg, 20 a 30mmHg, 30 a 40mmHg, etc), uma vez que algumas marcas têm nomenclaturas fora do padrão. Dessa forma, o que importa é o valor da faixa de compressão e não o nome dado à meia (Ex: média compressão, alta compressão, etc).

4

A meia NUNCA deve ser dobrada, enrolada ou apresentar “rugas”, pois, dessa forma, tem o efeito inverso do seu objetivo (atua como um garrote e piora a dor, o inchaço e as varizes).

5

Não colocar a meia “esticando” ao máximo como meia-calça comum, pois ela tende a voltar à posição inicial, podendo causar dobras e “rugas” ou enrolar-se.

6

A meia de compressão é fabricada de tal forma que a compressão não é a mesma em todos os pontos da peça e, por isso, NUNCA deve ser cortada!

7

A meia deve ser distribuída (“espalhada”) uniformemente pela perna e, se sobrar um pouco, deve ser SEMPRE para os dedos dos pés e NUNCA para cima, para evitar dobras, “rugas”,… Se estiver sobrando demais, provavelmente a meia está muito grande para a sua perna.

8

As meias de “coxa inteira” devem acabar a 4 cm (“dois dedos”) abaixo da virilha.

9

As meias-calças inteiras devem ser posicionadas até a linha da cintura.

10

As meias ¾ devem acabar a pelo menos 2 a 5 cm (“dois dedos”) abaixo da prega poplítea (“dobra” do joelho), para não enrolar ao dobrarmos a perna.

11

As meias 7/8 devem acabar no terço médio da coxa (“meio” da coxa). Se puxarmos demais, ela pode se enrolar mais facilmente.

12

A meia pode ser com ponta (ponteira) ou sem, de acordo com a opção do paciente.

13

Para facilitar a forma de calçar a meia utilize os calçadores que vem com algumas marcas ou a “dica” de colocar primeiro toda a meia até passar do calcanhar e somente depois desenrolá-la com as duas mãos (com os polegares por dentro da meia) e distribuí-la uniformemente.

14

A meia de compressão deve ser colocada pela manhã, pois a perna está menos edemaciada (inchada) e as veias menos túrgidas (cheias). Se não for colocada após acordar, devemos permanecer com os membros inferiores elevados (“pernas para cima”) por 10 a 30 min antes de colocá-la. Colocar a meia com as pernas inchadas, pode piorar o edema, principalmente nos dedos dos pés, causando dor e incômodo.

15

Excetuando pacientes com doença em estágio avançado e quando indicado pelo médico, a meia de compressão não deve ser usada para dormir.

16

Não usar tornozeleiras junto com a meia (por dentro ou por fora)

17

Deve-se evitar o uso de meias comuns por fora das meias de compressão e NUNCA colocadas por dentro dela, para não fazer “garrote”no local.

18

As meias de compressão para uso diário tem uma vida útil (“prazo de validade”) pré-determinado, o que varia de acordo com a marca escolhida e a frequência com que é usada. Se a meia parece mais “frouxa” do que quando você a comprou, provavelmente está na hora de trocá-la.

19

Para manter a higiene e a conservação das meias, deve-se atentar para as orientações na embalagem.

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